domingo, setembro 05, 2010

Amor


Seu olhar-espelho-meu:

O infinito.

Até a próxima balada.


Antonio Laranjeira

segunda-feira, agosto 23, 2010

Haikai de amor perdido


Mesa posta para o jantar:

Duas cadeiras,

Um prato só.


Antonio Laranjeira

sexta-feira, agosto 13, 2010

Infância


Mata fechada e feras

A tarde, um safári:

Ah, o quintal de casa!


Antonio Laranjeira

sexta-feira, julho 30, 2010

Saudade


Aquele biscoito

Que eu comia quando pequeno

Não existe mais.


Antonio Laranjeira

terça-feira, julho 27, 2010

Sem título

Meus pulmões retêm todo o ar que inspiro

Faço reservas para o dia no viveiro:

Faísca de rio.


Lá fora, rio caudaloso

Ar sangrando as narinas

Lucidez que desvela o Risco.


Meus pulmões retêm todo o ar que podem

Fora d’água [peixe] o corpo é pouco

O mundo, demais.

Antonio Laranjeira