quarta-feira, dezembro 26, 2007

Poema de amor n.10

Olhos assépticos
Silêncio e lágrima:
Dentro da gota
O infinito palpita
E se dispersa –
Dois corpos
Um só.

Antonio Laranjeira

4 comentários:

Lima Trindade disse...

Belo e verdadeiro. Juntos, ainda que dispersos.

Luiz Fernando Calaça disse...

A poesia serve pra isso, menino. É balsamo para a alma. Não há poesia sem dor. E não há dor que não sara. Em um, mesmo só, sempre haverá dois. "Fazer do amador a coisa amada em virtude de tanto imaginar". ELe continu aí, dentro de você, como lembrança de dias felizes e tristes. A vida é isso. E ela continua na sua poesia.

Abraços,

Fernando

eudaimonia disse...

Diga-me rapaz, qual dos dois anseia pelo não-contato?
Que aversão é essa? A que?
Sinto em suas composições uma certa tendência a se asfartar do fora, do que cerca (será que fui claro).
Na leitura dos seus poemas, principalmente nos relacionados ao amor, sinto angustia,talvez pela não compreensão, talvez pela não concretização.
São densos e rapidos, como um haicai. Às vezes são ....................... silenciosos, reticentes, vagos.
Gostaria de ver mais produções suas. Parastes de produzir?
O que foi? O sentimento de desepero e angustia amainaram-se?

Perdigotos disse...

algumas coisas são puramente ficcionais, estéticas...