quinta-feira, agosto 16, 2007

DÉJÀ VU

O meio-dia pesa em minha cabeça
Vertigem e náusea

O passado é um estilhaço cravado na carne
Arestas irreparáveis

Vozes em meu ouvido esquizofrênico
Pulsando no ritmo dos passos
Salgam nas gotas de suor
da pele espessa
Secam nas ruas-labirintos ermos
Casas, praças, igrejas
No meio do redemunho

Tudo sempre em seu lugar
Menos o meu corpo
que permanece móvel
Sem nunca ter saído de lá.


Antonio Laranjeira

4 comentários:

Anna disse...

Querido, belo poema. Meio baixo-astal, não? rs. TE adoro,

Mônica Menezes disse...

Baixo-astral, mas lindo. Venho sempre, Dudu, mas nunca comento, o farei mais. Beijos.

Priscila disse...

"Tudo sempre em seu lugar
Menos o meu corpo
que permanece móvel
Sem nunca ter saído de lá."

é... essa coisa do lugar nenhum (ou-topos). Tenho gostado de pensar isso. Abraço!

Nanda disse...

Eles me dizem coisas que nao sei explicar... nao sou poeta (isso parece grande demais p mim!) rs rs.
Mas é lindo.