quinta-feira, agosto 16, 2007

DÉJÀ VU

O meio-dia pesa em minha cabeça
Vertigem e náusea

O passado é um estilhaço cravado na carne
Arestas irreparáveis

Vozes em meu ouvido esquizofrênico
Pulsando no ritmo dos passos
Salgam nas gotas de suor
da pele espessa
Secam nas ruas-labirintos ermos
Casas, praças, igrejas
No meio do redemunho

Tudo sempre em seu lugar
Menos o meu corpo
que permanece móvel
Sem nunca ter saído de lá.


Antonio Laranjeira