quinta-feira, julho 13, 2006

Praça
A uma cidade qualquer de beira de estrada

Jardins líquidos
Bancos sozinhos
(Eta vida besta!)
Sem mulheres
sem laranjeiras
Sem amor.

Só um canto de maus presságios
No redemunho do tempo.

No meio da praça
Minha terra é alhures.

Antonio Laranjeira

2 comentários:

Janaína Calaça disse...

Quero uma praça destas, mesmo apontando para uma vida opaca, mas mesmo assim, mesmo decadente, isolada, guarda uns sorrisos na grama gasta e no passeio de pedras polidas pelos pés dos passantes. Acho que preciso de um pouco de vida besta longe da minha cidade em ruínas...

Beijos, menino

Jana

Priscila Fernandes disse...

Que bonito, Eduardo! Tocou-me fundo esta praça.