domingo, abril 09, 2006

REF#09042006*

Pílulas, pílulas... Fígado fodido.
Doutor, pode dar um fim à minha dor!
Não àquelas que nem sei se tenho
[Só à que DEVERAS sinto]
As que finjo ter, as que não sei dizer
Essas, pode ser que sirvam...
Guardo aqui comigo
Nesse comboio de cordas
[bato no peito]
NÃO TENTE O MESMERISMO,
TAMPOUCO LOBOTOMIA.
Pode deixar,
Com elas, me viro.
E se por acaso alguma atacar
Música é o que não falta
Basta aprender a dançar.

Antonio Laranjeira




*O poema remete obviamente ao Pneumotórax e à Autopsicografia

Um comentário:

Fulana Miranda disse...

Seus óbvios são surpreendentes, poeta... Outro poema que gosto bastante. Já leu algo do poeta Roberto Piva? Acredito que você vá gostar. Como acredito que ele gostaria das coisas escritas aqui. Toda essa paranóia, esse amor que toma fluoxetina e rivotril...