segunda-feira, janeiro 09, 2006

REF. #09012006

Não quero viver
Encoberto por metáforas
Escavo com as unhas
A lama que escorre

Mostro o rosto em carne viva
os músculos contraídos...
Cada sulco esculpido
É meu corpo trôpego

Não quero viver
Fingindo essa poesia
Entre cacos de palavras
Que não passam de agonia

Antonio Laranjeira

4 comentários:

Djalma Calmon disse...

realmente você está de parabéns,
muito bom o blog.Eu ainda não conhecia mas todos os poemas são de raríssima qualidade.

Rafael Nunes disse...

Nossa , além de ser um grande professor de Teoria da Literatura és um grande poeta! Gostei do seu estilo principalmente por esquecer as pontuações. Deus abençõe e continue a ser um fingidor, pois um " poeta é um fingidor
finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
a dor que deveras sente"
Esqueci o nome do autor

Rafael Nunes disse...

Nossa , além de ser um grande professor de Teoria da Literatura és um grande poeta! Gostei do seu estilo principalmente por esquecer as pontuações. Deus abençõe e continue a ser um fingidor, pois um " poeta é um fingidor
finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
a dor que deveras sente"
Esqueci o nome do autor

Priscila Fernandes disse...

É...dessa vez não posso negar que me arrepiei.